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sábado, 30 de julho de 2016

Supremacia estratégica de Israel impede guerra

Supremacia estratégica de Israel impede guerra
"A grande supremacia estratégica de Israel em relação aos outros países da região representa um eficiente obstáculo impedindo que o conflito com os palestinos se transforme em guerra". Essa é a avaliação de um conhecido instituto de pesquisas em Tel Aviv.
Os países árabes nada teriam a ganhar, mas muito a perder, em uma guerra contra Israel. Por ocasião da apresentação do relatório semestral sobre o equilíbrio militar no Oriente Médio, o cientista Shai Feldman, chefe do Centro para Estudos Estratégicos (Jaffee Center for Strategic Studies), declarou que o potencial de intimidação israelense continua sendo considerável. A maioria dos países árabes teria interesse em manter a estabilidade na região e não no envolvimento numa guerra com Israel, afirmou Feldman. "Mas, é possível que o conflito com a Síria possa experimentar uma escalada. Pode-se imaginar que (o presidente sírio) Bashar el-Assad, baseado em avaliações equivocadas, sinalize luz verde para ações do Hezbollah (Partido de Alá)... criando uma reação em cadeia. Mas essa possibilidade é muito pequena".
Conforme os dados apresentados no relatório, a força de combate do Exército israelense está sendo cons-tantemente ampliada, enquanto, com exceção do exército egípcio, todos os exércitos árabes parecem encontrar-se atualmente em um estado de paralisação. Mesmo que Feldman não veja a atual situação como muito negra, ele deu a entender que o tempo não trabalha necessariamente a favor de Israel, pois um dia o Ira e o Iraque terão armas de aniquilação em massa e os mísseis de longo alcance necessários para seu transporte até Israel. No momento, porém, Israel teria uma grande dianteira nas áreas da tecnologia militar, de sistemas de armamentos altamente desenvolvidos, bem como nos serviços de comunicação e inteligência. O relatório também apresentou, pela primeira vez, o número de tanques Merkava em poder do Exército israelense, que conta com 1.280 unidades. "Políticos árabes reconhecem que em terra perderiam a guerra e que não estão em condições de competir com os avanços de Israel", explicou Feldman.
Segundo a avaliação do ex-general-de-brigada Shlomo Brom, os palestinos erraram seus cálculos quando acharam que poderiam imitar o Hesbolah no Líbano. Feldman confirmou que Yasser Arafat, o líder da Autoridade Palestina, chegou a um "momento crítico": "Arafat reconhece que, no balanço geral de forças, tanto internas como externas, é preciso que haja uma mudança de direção". Mas é difícil avaliar a dimensão da insatisfação da população palestina com a liderança política. Também não está claro se o governo israelense suportaria a pressão da opinião pública no próprio país no caso de mais um grande ataque terrorista. "Quanto a população ainda irá suportar antes que exija passos mais extremos da liderança política, que por sua vez serão usados pelos palestinos, de maneira muito eficaz, para trabalhar contra Israel nos meios de comunicação? No momento a população israelense está decidida a evitar qualquer escalada do conflito. Somente podemos esperar que isso continue assim, mas é muito difícil prever os acontecimentos... A assimetria no equilíbrio estratégico, porém, não fornece ao Exército de Israel uma liberdade de decisão em seu problema com os palestinos." Completando, Brom observou: "Aqui o lado mais fraco tem uma vantagem, pois não podemos usar todos os meios que temos à nossa disposição".


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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 10 - Outubro de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite. Porto Alegre, págs. 17-18.

Ameaça islâmica (Religião)

Ameaça islâmica
Especialistas israelenses em terrorismo disseram que centenas de árabes muçulmanos, inclusive palestinos, estão aprendendo técnicas terroristas nos campos organizados por Osama Bin Laden, o suspeito de terrorismo mais procurado pelos Estados Unidos. Para os repórteres, esses pesquisadores afirmaram temer que o atual levante palestino possa ir além de uma luta por um Estado para se tornar uma "guerra santa". Yoram Schweitzer, do Instituto de Política Internacional para Contraterrorismo, sugeriu que os que estão voltando de campos no Afeganistão e na Chechênia estariam planejando uma campanha de terror. "Eles veem na disputa nacional uma boa chance de transformar esta numa confrontação religiosa", afirmou.
Os palestinos chamam o atual levante de "Intifada de Al Aqsa", referindo-se à mesquita no Monte do Templo, em Jerusalém, reivindicados tanto pelos árabes como pelos judeus. O nome, afirma Schweitzer, dá abertura para os fundamentalistas. O cientista político palestino Ghassan Khatib concorda que elementos religiosos estão tentando dar um outro sentido ao conflito. "O colapso dos esforços de paz e a contínua ocupação israelense da Cisjordânia e Faixa de Gaza fortalecem os fundamentalistas", ressaltou. Outro destacado especialista do instituto em Herzliya, Ely Karmon, disse que a meta estratégica do Hamas (um dos braços armados dos fundamentalistas) é destruir Israel pela luta armada e transformar o novo Estado em um Estado islâmico (Correio do Povo, 20/6/2001).
Na verdade, essas afirmações não deveriam ser novidade para ninguém, mas parece que grande parte do mundo ocidental não compreende o que há por trás do conflito em Israel. Até mesmo muitos evangélicos, que deveriam discernimento através do conhecimento das profecias bíblicas, não conseguem avaliar corretamente o que está em jogo. Por isso, é útil ler o que Dave Hunt diz no livro "Jerusalém - Um Cálice de Tontear":
O Islã está envolvido numa guerra santa para obter o controle do mundo! Essa guerra foi iniciada pelo próprio Maomé no século VII, e continua a ser executada hoje por seus seguidores fiéis por meio do terrorismo. Esses terroristas não são radicais ou extremistas, como os meios de comunicação instantemente os rotulam. São, antes, fundamentalistas islâmicos fiéis à sua religião e aos ensinos do Corão, seguindo fielmente as pegadas de seu grande profeta, Maomé. Como um ex-muçulmano e erudito islâmico afirmou:
"Nunca devemos imaginar que tais muçulmanos estejam sendo desnecessariamente perversos. Eles estão simplesmente sendo fiéis à sua religião. A atitude que um bom muçulmano deveria ter para com um judeu ou um cristão não é segredo para ninguém. Na verdade, muito do incitamento à violência e à guerra em todo o Corão é dirigido contra os judeus e os cristãos que rejeitaram o que pensavam ser o estranho deus que Maomé tentava pregar."
Numa tentativa esquizofrênica de negar a verdade, muitos muçulmanos, especialmente os que exercem liderança civil, insistem que o Islã é uma religião pacífica. No entanto, o terrorismo dirigido contra nações árabes com o fim de pressioná-las a adotar a lei islâmica está em perfeito acordo com as táticas que o próprio Maomé empregou para forçar a obediência ao Corão... a violência e o terrorismo têm sido os meios de expandir o Islã desde o princípio, com Maomé e seus sucessores. Esse é o ensino do Corão. Os ensinos do Islã, na verdade, inspiram o terrorismo árabe ao redor do mundo... Os atentados à bomba e os assassinatos vêm de uma motivação religiosa genuína: a destruição de Israel e a sujeição final de todo o mundo à lei islâmica...
Eis aí uma fraternidade de assassinos! Que "deus" abençoaria o terrorismo e a matança de inocentes? Os terroristas islâmicos acreditam estar seguindo as instruções, e ter as bênçãos de Alá. É essa fé que dá aos terroristas islâmicos tamanho zeIo e os faz dispostos a sacrificar as próprias vidas pela causa da conquista do mundo pelo Islã. Na verdade, o massacre de inocentes é uma prática honrada no Islã. Em sua guerra contra o Iraque, a República Islâmica do Ira, sob a orientação dos líderes religiosos, limpou campos minados utilizando milhares de garotos de escolas primárias para andar à frente das tropas e dos tanques... Tal sacrifício fanático de vidas é considerado a mais alta façanha no Islã. Como explicou o aiatolá Khomeini: "A mais pura alegria do Islamismo é matar ou morrer por Alá." Ambas as opções trazem consigo a promessa do paraíso... Para a mente ocidental é impensável que "Deus" pudesse encorajar tal massacre. Para o muçulmano, todo derramamento de sangue são a expressão máxima da religião e o caminho seguro para a recompensa eterna...
Não é por acaso que grande parte do terrorismo internacional seja praticado por muçulmanos, nem é estranho que eles não sintam quaisquer remorsos pelo assassinato de mulheres e crianças inocentes. Afinal, todas as vítimas são vistas como infiéis. Também não pode ser negado que é o Corão que dá a um jovem muçulmano a coragem de amarrar uma bomba a seu próprio corpo e detoná-la para matar judeus em Israel. Tal ato, infame por qualquer outro padrão, conquista para o muçulmano a mais alta recompensa no céu...
O fundamentalismo islâmico está em alta em todo o Oriente Médio. Alcança até mesmo o Ocidente, onde o islamismo é a religião que cresce mais depressa. Suas mesquitas estão sendo construídas em número crescente por toda a Europa, Estados Unidos [e outros continentes]...


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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 23 - Julho de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite. Porto Alegre, págs. 15-16.

Jerusalém - cidade sagrada do islã?

Jerusalém - cidade sagrada do islã?
Os muçulmanos reivindicam Jerusalém baseando-se em uma passagem do Corão. Mesmo que Jerusalém não seja mencionada uma única vez no livro sagrado islâmico, a Sura 17 fala de uma "mesquita distante": "Glorificado seja Aquele que, certa noite, levou seu servo da Mesquita Sagrada à distante Mesquita de Al-Aqsa" (Sura 17.1). Mas será que existe realmente alguma base para o argumento, tantas vezes usado pelos islamitas, de que essa "mesquita distante" (Al-Masujidi al-Aqtza) é a atual mesquita de Al-Aksa em Jerusalém? Á resposta é negativa. No tempo de Maomé, que morreu no ano 632 depois de Cristo, Jerusalém era uma cidade cristã do reino bizantino. Apenas seis anos mais tarde, em 638 d.C., Jerusalém foi conquistada peio califa Ornar. Nesse tempo só havia igrejas em Jerusalém. Inclusive no Monte do Templo havia uma igreja em estilo bizantino, a chamada igreja de Santa Maria de Justiniano. A mesquita Al-Aksa foi edificada 20 anos após a construção do Domo da Rocha peio califa Abd ei Malik (691 -692). O nome "Mesquita de Ornar" dado ao Domo da Rocha induz ao erro, pois não foi o califa Ornar que o construiu. Por volta do ano 711, ou seja, aproximadamente 80 anos após a morte de Maomé, a igreja bizantina que existia no Monte do Templo foi transformada em mesquita pelo filho de Abd el Malik, Abd El-Walid. Ele não fez modificações na construção original, que era uma "basílica", com uma fileira de colunas dos dois lados do retângulo da nave central. Abd El-Walid apenas acrescentou-lhe uma cúpula para que ela se parecesse com uma mesquita. A partir daí passou a chamar a antiga igreja de Al-Aksa, para que seu nome lembrasse a mesquita distante mencionada na Sura 17 do Corão.
Portanto, Maomé jamais poderia fer essa mesquita em mente quando escreveu o Corão, pois ela passou a existir somente três gerações após sua morte. Muitos especialistas já provaram que Maomé evidentemente se referiu à mesquita de Meca como a "sagrada" e à mesquita de Medina como a "distante". Diante desse pano de fundo, não é de admirar que Maomé tenha proibido terminantemente a oração em direção a Jerusalém, uma vez que isso havia sido permitido apenas por alguns meses, para tentar converter os judeus ao islamismo. Mas a tentativa falhou, e a 12 de fevereiro de 624 Maomé repentinamente proibiu as orações em direção a Jerusalém. Para os muçulmanos, Jerusalém jamais foi uma cidade sagrada; ela era sagrada apenas para os judeus que viviam em territórios islâmicos. (Dr. Manfred R. Lehmann)
Até pessoas que não creem na Bíblia são obrigadas a concordar, por razões lógicas, que os muçulmanos não têm direitos legais, do ponto de vista histórico, sobre Jerusalém. Mas os judeus os têm! (Conno Malgo)


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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 5 - Maio de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite, págs. 14-15.

Inverdades sobre o Oriente Médio

Inverdades sobre o Oriente Médio
Por sua longa experiência jornalística no Oriente Médio, Joseph Farah faz parte de um seleto grupo de especialistas em compreender e desvendar os bastidores do conflito no Oriente Médio. Ele vive atualmente nos Estados Unidos, onde dirige o serviço de notícias World Net-Daily. Sua argumentação é incisiva, como mostra o artigo que transcrevemos a seguir:
Na luta por Jerusalém multas pessoas já perderam suas vidas - mas, para quê? Se você acreditar no que diz a maior parte dos meios de comunicação, os palestinos desejam uma pátria e os muçulmanos almejam o controle sobre os lugares considerados sagrados por eles. Muito simples, não é? Pois bem, como jornalista árabe-americano, que passou muitos anos no Oriente Médio e que frequentemente teve de fugir de pedras e granada, eu sei que essas são apenas desculpas muito ruins para justificar a Violência e a cobiça por terra.           
Não é interessante observar que antes da guerra árabe-israelense de 1967 não havia um movimento sério em prol de uma pátria palestina? Agora se poderia objetar que isso foi antes da conquista da Margem Ocidental do Jordão e da Cidade Antiga de Jerusalém por Israel. É verdade. Na Guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a Judéia, a Somaria e Jerusalém Oriental, mas esses territórios não foram tomados de Yasser Arafat e sim do rei Hussein da Jordânia. Por isso me admira muito que, repentinamente, os palestinos descobriram sua identidade depois que Israel ganhou a Guerra dos Seis Dias. Na verdade, a "Palestina" é tão real como uma terra de sonhos. Este nome foi usado pela primeira vez no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos promoveram um genocídio contra os judeus, destruíram o Templo e declararam que não existia mais uma terra chamada Israel. Eles deram à região o nome de "Palestina", nome derivado dos filisteus, o povo de Golias, vencido alguns séculos antes pelos judeus. De Jerusalém os romanos fizeram "Aelia Capitolina", mas esse novo nome não se manteve por muito tempo.
A "Palestina" não era um território autônomo nessa ocasião nem posteriormente. Ela foi dominada alternadamente por muitos povos, entre eles os romanos, os árabes, os cruzados, o Império Otomano e, depois da Primeira Guerra Mundial, pelos britânicos. Estes declararam-se dispostos a conceder ao menos uma pequena parte da terra para servir de pátria aos judeus. Não existe língua "palestina", nem uma cultura claramente palestina. Jamais houve um país chamado "Palestina", governado por palestinos. Palestinos são árabes que não se diferenciam dos jordanianos (mais uma invenção dos tempos modernos), sírios, libaneses, iraquianos, etc. Nesse contexto, deveríamos ter em mente que 99,9% do Oriente Médio está sob controle árabe. Israel abrange apenas 0,10% da área total dessa região. Mas os árabes acham que isso já é demais. Eles querem tudo, e é essa a causa real dos violentos conflitos em Israel. Ganância, orgulho, inveja e cobiça são a verdadeira motivação. Independentemente da quantidade de concessões territoriais que Israel faça, elas nunca serão suficientes.
E quanto aos lugares sagrados do islã? Eles nem existem em Jerusalém. Você ficou chocado? Ao menos deveria ficar, pois não creio que ouça essa verdade nos meios de comunicação internacionais, pois tal afirmação não é "politicamente correta". Sei que agora você vai rebater: "A mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha em Jerusalém são os terceiros mais importantes santuários do islã". Isso não é verdade. O Corão não fala nada sobre Jerusalém, enquanto Meca é mencionada centenas de vezes e Medina ainda mais frequentemente. Existem boas razões para isso. Não é possível provar historicamente que Maomé tenha visitado Jerusalém uma única vez. Mas como é que Jerusalém tornou-se o terceiro lugar mais sagrado do islamismo? Muçulmanos de hoje referem-se a uma vaga afirmação da sura 17 do Corão intitulada "A Viagem Noturna". Ali está escrito que Maomé foi conduzido num sonho ou numa visão noturna da Mesquita Sagrada à "distante mesquita de Al-Aqsa", "cujos arredores abençoamos". No século VII alguns estudiosos islâmicos acharam que as mesquitas mencionadas (ou "templos", segundo outras versões do Corão - N. T.) se encontravam em Meca e Jerusalém. Não há outro tipo de relação entre o islã e Jerusalém. Trata-se apenas de um mito, de uma fantasia, da expressão de um certo desejo dos árabes.
As raízes judaicas de Jerusalém, ao contrário, remontam aos dias de Abraão. Qual é, então, a solução para o caos no Oriente Médio? Na minha opinião, esse conflito violento não pode ser resolvido por iniciativas humanas. Entretanto, se há uma solução, ela deve começar pela verdade. Uma simulação baseada numa falsificação da realidade levará a um caos ainda maior. Se os direitos de 5000 anos, adquiridos por nascimento e apoiados por uma infinidade de provas históricas e arqueológicas, são tratados da mesma forma que desejos baseados em sonhos e reivindicações injustas, então a diplomacia e a política de paz são desacreditadas.
Joseph Farah não o diz abertamente, mas para os crentes verdadeiros a realidade é: na Bíblia, Deus prometeu claramente a terra a Israel. Um dia todos verão que esse Deus, o Deus de Israel, está com a razão e que tudo acontecerá como está escrito na Bíblia! (Conno Malgo)


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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 8 - Agosto de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite, págs. 17-18.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Guerra pela água?

Guerra pela água?
Água é vida. Essa é uma unanimidade no árido Oriente Médio. Cada gota do precioso líquido é disputada nessa região.
Em março, quando os libaneses instalaram uma canalização para desviar água do pequeno rio Chazbani, o governo israelense tentou impedir a
concretização do projeto. "Cerca de 150 milhões de metros cúbicos de água do rio Chazbani alimentam o lago de Genesaré", declarou Uri Sagi, presidente da Companhia Israelense de Abastecimento de Água (Mekorot). O rio Chazbani lança 25% de suas águas no Jordão, que deságua no
Mar da Galiléia. A instalação de uma estação de bombeamento pêlos libaneses é uma evidente violação das leis internacionais que regulam o uso dos recursos hídricos - e isso acontece numa época em que, mais do que nunca, Israel precisa de água.
Em 1964 a Síria e o Líbano já fizeram uma tentativa de desviar o curso do Chazbani e do Banias para "secar" Israel, que revidou com ataques aéreos e de artilharia, interrompendo o projeto. Sagi afirma: "O governo libanês precisa obedecer aos tratados internacionais sobre a utilização dos recursos hídricos que firmou com Israel, mesmo após a retirada das tropas israelenses da zona de segurança no Sul do Líbano".
O ex-general Uri Sagi alertou também quanto ao perigo de uma nova guerra pelas águas do rio Chazbani: "Água é um assunto muito importante em nossa região, pois nem os sírios, nem os jordanianos, nem os palestinos têm água suficiente - do mesmo modo como nós também não a temos".
O governo israelense alertou a Síria e o Líbano para que não modifiquem a divisão das águas do rio e tentou, através da ONU, influenciar seus vizinhos libaneses. Mas o Ministério do Exterior de Israel constatou que a ONU praticamente não tem mais influência no Líbano após a retirada das tropas israelenses do sul daquele país. Conforme especialistas em segurança israelenses, é a Síria que dita as regras nessa região. Segundo informações israelenses, a antiga estação de bombeamento na aldeia libanesa de Ra'ga, localizada nas proximidades da fronteira de Israel, está para ser modernizada, mesmo que o governo do Líbano desminta essa afirmação.
Luta pela água: no sul do Líbano os xiitas desviam água do rio Chazbani.
Enquanto isso, canos de 10 cm de diâmetro conduzirão água do Chazbani até as aldeias circunvizinhas, conforme admite o governo libanês. "Israel ainda abastece algumas aldeias no Sul do Líbano, apesar da retirada das tropas há oito meses", confirmaram a Mekorot e o porta-voz do Exército. Além disso, segundo informações da companhia, Israel fornece anualmente 85 milhões de metros cúbicos de água aos palestinos e à Jordânia.
Políticos israelenses, tanto da direita como da esquerda, criticaram a construção do aqueduto ilegal no Sul do Líbano, que retira ainda mais água do lago de Genesaré. Especialmente os moradores dos kibufzim na Alta Caliléia temem que o Chazbani forneça menos água no próximo verão. Com 213,12 metros abaixo do nível do mar (em 1º de abril), o Mar da Galiléia estava com 4,22 metros abaixo do nível de água normal.
Hoje é problemático o fato de Israel ter acordos sobre a água com os palestinos e os jordanianos, que impõem o fornecimento de volumes determinados de água. Quando os acordos foram assinados, não se pensou na possibilidade de escassez, e muito menos em furto de água. Além disso, o número de habitantes aumentou consideravelmente através do crescimento natural da população e do grande número de novos imigrantes que chegam anualmente a Israel, mas as chuvas não aumentaram. Israel precisa de cada gota d'água. (nai)
A água é fundamental para Israel! Por isso, o governo permanece atento ao que acontece no Sul do Líbano. Lendo essa notícia, também nos lembramos das palavras de Jesus em João 4.13b-14: "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." (Conno Malgo)


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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 6 - Junho de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite. Porto Alegre, págs. 13-15.

Os palestinos e sua verdadeira identidade

Os palestinos e sua verdadeira identidade
Não apenas os israelenses são enganados, os palestinos também ouvem sua parcela de inverdades. Eles são usados apenas como meio para se alcançar um alvo, pois são transformados em um povo que nem existe. O nome "palestinos" deriva de "filisteus". Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: "Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles" (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.
A palavra "Palestina" é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aelia Ca-pitolina". À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.
Com toda a franqueza, Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na "Palestina":
Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe... Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia."
O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel. Nessa terra simplesmente viviam árabes cuja origem era, em sua maioria, síria e libanesa, mas nela também viviam judeus. Nesse sentido, os judeus também são palestinos. Golda Meir, que foi primeira-ministra de Israel, disse em sua época: "Eu sou palestina." Foi também Golda Meir que afirmou: "Somente teremos paz com os árabes quando o amor pelos seus filhos for maior que o ódio que eles sentem por nós".
A Margem Ocidental do Jordão e Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma "questão palestina", como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Simplesmente porque os "palestinos" nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, mas sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades!
O nome "palestinos" surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito:
A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense."
Antes de 1964 os moradores da "Palestina" ainda eram chamados de "árabes". Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: "O governo árabe disse-nos: 'Saiam para que possamos entrar. Assim, nós saímos, mas eles não entraram." (Norbert Lieth)
1. Israel oder Palästina?, Rudtilf Pfisterer, Brockhaus, p. 141.
2. Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 140.
3. Philister, Ramon Bennert, p. 118



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Fonte:
Revista Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 23 - Abril de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite. Porto Alegre, págs. 12-14.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que o Hanucá e o Natal têm em comum? (Religião)

O que o Hanucá e o Natal têm em comum?
Por: Fredi Vinkler
As duas festas acontecem no inverno [em Israel]: o Natal a 25 de dezembro e Hanucá em 25 de quisleu (conforme o calendário judaico). Como o calendário judaico é lunar, a cada ano Hanucá cai em um dia diferente do mês de dezembro.
A festa de Hanucá (Dedicação) lembra a reinauguração do templo em 165 a.C. por Judas Macabeu. O templo havia sido saqueado e o altar tinha sido profanado anteriormente pelo rei selêucida Antíoco Epifânio (conforme predito em Daniel 11.35, profecia que será cumprida integralmente através do Anticristo, veja Mateus 24.15). A dedicação do altar restaurado aconteceu no dia 25 de quisleu, na mesma data em que três anos antes ele havia sido profanado por sacrifícios pagãos. Mas antes o templo teve de ser purificado e colocado em ordem e o altar foi totalmente reconstruído, pois tinha-se tornado impróprio para sacrifícios. A alegria pela reconsagração do templo foi tão intensa que decidiu-se fazer uma grande festa, como a dos Tabernáculos, que dura oito dias. Após anos de opressão e perseguição religiosa, a festa representou um enorme fortalecimento da consciência nacional e religiosa do povo de Israel, razão porque passou a ser comemorada anualmente. Assim surgiu essa festa nacional de alegria, com cerimônias e cânticos semelhantes aos que se tornaram usuais na festa dos Tabernáculos. O templo era iluminado para a festa e também nas casas eram acesas muitas luzes. Por isso, Flávio Josefo chamou-a de "Festa das Luzes". Daí vem o costume de acender um candelabro com velas em Hanucá. Não está bem claro por que são justamente oito as velas ou lâmpadas acesas nessa festa. Diversas razões são citadas como a origem do costume. É provável que originalmente as oito chamas simbolizassem os oito dias da festa e que a nona chama servia para acender as outras oito. Essa nona chama era chamada "shamash", o que significa "serva". O Mishná (coleção de leis e costumes judaicos) relata o milagre do óleo, que teria acontecido quando o templo estava sendo limpo. Supostamente foi encontrado um frasco com óleo santificado para o candelabro em quantidade suficiente apenas para um dia; mas, por um milagre, o óleo teria durado oito dias. Entretanto, os livros dos Macabeus não fazem menção desse episódio.
Para os judeus religiosos, os macabeus eram um grupo controvertido. Eles tinham realizado coisas grandiosas pelo país, mas simultaneamente haviam tomado para si o ministério sumo-sacerdotal e o reinado sobre a nação, o que não lhes competia segundo os preceitos bíblicos. Os macabeus não eram da linhagem sumo-sacerdotal, nem da casa de Davi. Essa parece ser a razão do Mishná, que surgiu 200 anos mais tarde, salientar o milagre do óleo mas não mencionar os macabeus. Além disso, há um fato pouco lembrado, mas que teve consequências desastrosas: os macabeus fizeram um pacto com os romanos contra os selêucidas. No final, esse pacto levou à aniquilação da nação judaica e à destruição do templo e da cidade de Jerusalém (em 70. d.C.).
Assim, os vitoriosos macabeus poderiam servir de alerta para o Israel de hoje. Continuamente a pequena Judéia buscou amparo com as grandes potências. E isso sempre foi fatal. Os macabeus pensavam ter encontrado proteção junto a Roma. Por décadas o sionismo contemporâneo seguiu a orientação da Grã-
Bretanha, e agora o Estado de Israel confia nos poderosos Estados Unidos.
Nos anos 20, Martin Buber já alertava em relação a essa orientação política perigosa. Na sua opinião, esse apoio não deveria ser buscado em países muito distantes, mas junto aos elementos árabes presentes na própria terra, por mais difícil que isso fosse.
Curiosamente, a festa de Hanucá (Festa da Dedicação) é mencionada no Novo Testamento: "Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo..." (Jo 10.22-23). A proximidade entre Hanucá e o Natal, bem como a tradição de se acender luzes em ambas as festas, faz surgir a pergunta: até que ponto a festa de Hanucá influenciou a festa de Natal? Em alemão, por exemplo, o Natal é chamado de "Weihnacht" ("Noite da Dedicação"), o que demonstra essa influência. Alfred Edersheim, um judeu crente em Jesus e erudito bíblico, escreveu em 1874 que a festa da consagração do templo - 25 de quisleu - foi usada pela Igreja primitiva como sendo o dia do nascimento de Jesus Cristo - o dia do Natal - que passou a ser considerado o dia em que o templo verdadeiro, o corpo de Cristo (Jo 2.21), foi dedicado.
As datas, 25 de quisleu ou 25 de dezembro, deixam entrever a derivação da festa do Natal de Hanucá. Assim, estaria também refutada a afirmação frequente de que o Natal seria originário da festa pagã do solstício do inverno.
No Natal devemos nos lembrar que a pedra angular (Jesus) do templo atual (a Igreja) foi lançada espiritualmente há 2000 anos passados (Ef 2.20-22). Além disso, somos chamados para ser luzes em meio à escuridão que se alastra!


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Fonte:
Notícias de Israel. Ano 23 - Nº 12 - Dezembro de 2001. Obra Missionária Chamada da Meia Noite. Porto Alegre, págs. 8-9.