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sábado, 30 de julho de 2016

Quem é este "pokémon"?

Quem é este "pokémon"?
O caso deixou muita gente apavorada. Em dezembro de 1997, um episódio da série de desenhos animados Pokémon, exibido pela TV Tóquio, do Japão, causou convulsões em 12 mil crianças que assistiam ao programa. Destas, 700 tiveram que ser internadas, algumas com sérios distúrbios como falta de ar, náuseas e tontura. Houve até desmaios. Coisa demoníaca?
Provavelmente, não. Acontece que, numa das cenas, o simpático Pikachu - um bichinho amarelo que anda fazendo um sucesso danado no Brasil - emitia radiações luminosas curtas e sucessivas numa luta contra inimigos. Os médicos japoneses diagnosticaram que os telespectadores foram vítimas da epilepsia fotossensível, uma modalidade de convulsão desencadeada por estímulos externos, como a luz intensa.
Pikachu e seus companheiros de aventuras nasceram num videogame produzido pela Nintendo, um dos gigantes do setor, que em pouco tempo virou febre no Japão. O joguinho fez tanto sucesso que a corporação comercializou os direitos de uso de imagem dos personagens com uma produtora de desenhos animados. De olho nos lucros, uma série de empresas obteve licenciamento, e os 150 pokémons (abreviatura de pocket monsters, ou monstros de bolso) tiveram sua imagem reproduzida numa série de produtos para consumo infantil no mundo todo. Outros cem entrarão em cena em novos desenhos este ano.
Entre os evangélicos que acessam o site em inglês de Pokémon, os comentários variam. Há quem ache que não passa de diversão. Outros acusam o game e suas variantes, inclusive o desenho animado, de propagar conceitos do ocultismo entre as crianças. Outro motivo de controvérsia é o fato de vários pokémons passarem por uma espécie de evolução, que algumas pessoas interpretam como uma reprodução da ideia do carma. Uma versão cinematográfica do desenho animado estreou nos Estados Unidos em novembro, e já está chegando ao Brasil.

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Fonte:
Revista Eclésia. Ano V - Nº 50 - Janeiro de 2000. Editora Eclesia. São Paulo, pág.2 1.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Enigma no deserto

Enigma no deserto
Por: Carlos Fernandes
Arqueólogos procuram no lêmen vestígios do existência da rainha de Sabá e uns tempos para cá, cada vez mais pesquisadores investigam fatos e personagens bíblicos que, num passado recente, eram considerados simples mitologia pela comunidade científica. Agora, é a vez de uma das mais misteriosas mulheres citadas na Palavra de Deus, a rainha de Sabá, que de acordo com o Antigo Testamento, visitou o rei de Israel, Salomão. O encontro, que muitos especulam ter ido bem além do mero interesse diplomático, ocorreu em Jerusalém por volta do ano 950 a.C., época em que Salomão, terceiro monarca hebreu, reinava no lugar do pai, o célebre rei Davi.
A sabedoria e a riqueza de Salomão eram tão grandes que a rainha, segundo o relato bíblico, ficou "fora de si". Houve troca de presentes nababescos, e o rei, encantado, deu à rainha tudo quanto pediu e ainda respondeu aos enigmas propostos por ela.
Desde 1998 uma equipe internacional de arqueólogos vem buscando evidências da existência da rainha no lêmen, localizado ao sul da Península Arábica. O sítio arqueológico é um conjunto de ruínas monumentais, quase totalmente encobertas pelas areias do deserto. Segundo os pesquisadores, podem ser vestígios do Reino de Sheba, ou Sabá.  A partir daí, tudo é especulação. Embora seja citada na Bíblia e no Alcorão, o livro sagrado islâmico, nada se sabe sobre a rainha fora dos textos religiosos. Não há referências a seu nome, embora os árabes a chamem de Bilqis — termo que encerra significado religioso. Logo, ela seria também uma espécie de sacerdotisa de seu povo. E provavelmente unha traços negróides, já que a tradição grega a cita como Minerva Negra.
Vaso de perfume - Apesar das pistas rarefeitas, os pesquisadores acreditam que estão no caminho certo. "Até agora, só escavamos 1% do complexo", anima-se o arqueólogo canadense William Glanzman, que chefia uma equipe de estudiosos iemenitas, americanos, britânicos e australianos que trabalha no local. Eles já descobriram o que seria um grande templo, guarnecido por um pórtico com oito pilastras. Dentro, há um salão oval, com 90 metros de comprimento. Mas o melhor são os artefatos achados em seu interior. Há fragmentos de estátuas, cacos de cerâmica e vasos que ainda conservam tênue fragrância de incenso. Segundo a Bíblia, entre os presentes que levou ao colega hebreu, a rainha de Sabá carregou diversas especiarias — provavelmente, havia também perfumes finos. Algumas inscrições, ainda não decifradas, compõem o quebra-cabeças do deserto.
"Os achados compreendem um período entre 1.200 a.C. e 600 d.C., o que inclui a época da rainha", contínua Glanzman. Mas o trabalho é de formiguinha. Mesmo mantido o ritmo atual, ainda seriam precisos de 10 a 15 anos para desenterrar o resto do templo. E o radar dos arqueólogos já localizou indícios de outras estruturas, espalhadas num raio de 240 mil metros quadrados.


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Revista Eclésia. Ano VI - Nº 71. Editora Eclesia. São Paulo, pág. 34.

Águas sagradas

Águas sagradas
Por: Carlos Fernandes
Local exato do batismo de Jesus pode ter sido descoberto na Jordânia
De acordo com a Palavra de Deus, Jesus de Nazaré, ao iniciar seu ministério na Terra, foi batizado por João Batista no Rio Jordão. Através do relato bíblico, nunca foi possível estabelecer com precisão o local exato do batismo do Filho de Deus, apesar da enorme curiosidade a respeito. Pois uma equipe de arqueólogos anda anunciando que há fortes indícios de que o local exato fica na localidade de Wadi El-Kharrar, na Jordânia. Os estudiosos baseiam suas pesquisas na descoberta de ruínas na margem oriental do rio. Trata-se dos restos de templos cristãos do séculos 6. Um deles seria a igreja de São João Batista, citada pelos primeiros peregrinos que ali foram comemorar o batismo de Cristo. Um dos escritos de Teodósio, o patriarca de Alexandria, datado de 530, diz claramente: "No local onde o Senhor foi balizado, encontra-se a igreja de São João Batista, construída por ordem do imperador Anastácio." O arqueólogo Mohammed Wahib, da Universidade da Jordânia, não tem dúvidas de que as ruínas encontradas faziam parte do templo.
Interesse turístico - O local das escavações fica próximo ao riacho Wadi El-Kharrar, afluente do Jordão, a poucos quilômetros da margem norte do Mar Morto. Novamente, há coincidência com antigos documentos — de viagem do anônimo Peregrino Bordeaux, por volta de 330, situam o local do batismo de Jesus "a .cinco milhas romanas" (cerca de sete quilômetros) do litoral. De acordo com os evangelhos, João pregava e balizava em Betânia, além do Jordão - ou seja, na margem oriental do rio. já em território jordaniano. Em boa parte de seu curso, o rio serve como fronteira entre Israel e Jordânia.
As escavações revelaram ainda antigos mosaicos, altares, degraus que davam acesso ao rio, piscinas batismais e até uma coluna votiva. Tudo indica que no local costumava-se celebrar ofícios e batismos entre os séculos 4 e 6 da Era Cristã. Com o domínio islâmico da região, iniciado no século 7, os santuários cristãos foram destruídos. Somente com o início dos trabalhos de escavação, em 1995, a comunidade científica teve seu interesse despertado pelo local, que chegou a ser visitado pelo papa João Paulo II no ano passado.
Além do interesse histórico e religioso, a novidade deve representar uma mina de ouro para a indústria do turismo na Jordânia. Antes mesmo da confirmação da descoberta, já está em construção um complexo para abrigar peregrinos e visitantes. Quem não vai gostar nadinha mesmo é o governo de Israel. Além do dissabor de ver uma preciosa relíquia cristã em poder dos jordanianos, antigos desafetos, a novidade deve desviar para o país vizinho boa parte do fluxo do turismo religioso. Atualmente, cristãos do mundo todo celebram batismos na localidade de Yardenit, na margem israelense do Jordão. Sabendo que o Filho de Deus foi balizado do outro lado do rio, quem é que vai querer ficar fora dessa?


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Fonte:
Revista Eclésia. Ano VI - Nº 72. Editora Eclesia. São Paulo, pág. 52.