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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A Grande Pirâmide de Gize

A Grande Pirâmide de Gize
Por: Maria Dolores Duarte
A mais antiga maravilha é a única que ainda está de pé
A Grande Pirâmide de Gize, no Egito, é a mais antiga das Sete Maravilhas do mundo antigo — e a única que ainda existe. Erguida em 2550 a.C., foi trabalho para muita gente. Estima-se que 100 mil homens tenham participado de sua construção, que levou cerca de 20 anos. Eram homens livres, pagos muitas vezes com comida e cerveja.
Três construções formam o complexo conhecido como Pirâmides de Gize. Mas apenas a maior, a Grande Pirâmide, é considerada uma das maravilhas. Ela foi construída pelo faraó Quéops (seu nome egípcio era Khufu; Quéops é o nome grego, mais famoso) para ser sua tumba, no platô de Gize, perto do Cairo. Suas dimensões são monumentais: 137 metros de altura — originalmente eram 147 — e 227 metros em cada lado da base. Ela foi a construção mais alta do mundo até a Torre Eiffel, em Paris, ser inaugurada, em 1889.
"As pirâmides eram obras nacionais, que reuniam todo o Egito, o que ajudava na unificação política", diz o egiptólogo António Brancaglion, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. "Existia, inclusive, uma espécie de fundação que geria os recursos destinados aos salários e materiais necessários para sua construção e manutenção."

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Fonte:
Revista Aventuras na História. Edição 45 - Maio de 2007. Editora Abril. São Paulo, pág. 22.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Egito: Mumificação

Mumificação
O que aconteceria com seu corpo?
OS ANTIGOS EGÍPCIOS se preocupavam muito em se preparar para a vida no outro mundo. Todos os que podiam pagar faziam preparativos elaborados para tal. Seu espírito tinha de ter alimento para poder viver e tinha de voltar a seu corpo para receber comida. Portanto, três coisas eram essenciais: um corpo que nunca apodrecesse, um lugar de descanso onde nunca fosse perturbado e pessoas que sempre lhe trouxessem comida. Encomendar um túmulo, construído de pedra para durar para sempre, era o primeiro passo. Todas as pessoas ricas faziam isso bem antes de morrer. Podiam encomendar sua própria mumificação, para assegurar-se de que receberiam o melhor. Se não tivessem família, e fossem ricas, deixariam terras para prover um meio de vida para os criados, que então alimentariam seu ka.
Quando as cerimônias terminavam, sua tumba era selada e os convidados do funeral faziam uma festa em sua homenagem. Enquanto isso, seu espírito remava por um rio até a terra dos mortos. Você tinha muitos perigos a enfrentar no caminho, inclusive a pesagem de seu coração, pela qual sua vida era julgada. Se seguisse as instruções no Livro de Mágica, envolto nas faixas de sua múmia, tudo sairia bem. Ele continha palavras mágicas que garantiriam que seu coração não pesaria mais do que a pena da verdade e que você alcançaria os campos da felicidade.
Para ter uma casa confortável no outro mundo, você teria de levar consigo todas as coisas usadas neste mundo — comida, roupas, móveis e criados. Você faria quadros da vida que esperava desfrutar, pintados nas paredes de sua tumba.
Os faraós, que viviam em grande luxo neste mundo, precisavam encher suas tumbas com objetos muito caros. Isso gerava um problema de segurança, pois pessoas inescrupulosas sempre tentavam roubá-los. As pirâmides dos tempos mais antigos destinavam-se a proteger as tumbas dos faraós para sempre.


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Fonte:
Como seria sua vida no antigo Egito? por: David Salariya (Criador do Projeto). Tradução: Maria de Fátima S. M. Marques. Editora Scipione. São Paulo, 1996, págs. 40-41.